Dia a dia

Kit de emergência do diabético: o que levar sempre na bolsa

Uma lista curta, testada no dia a dia. Se um item está no armário de casa e não na sua bolsa, ele não existe.

· 5 min de leitura

Kit de emergência não é uma mochila de sobrevivência. É um punhado de itens pequenos que precisam estar com você, não em casa. A regra é essa: o que está longe da sua mão na hora do aperto simplesmente não conta.

Em resumo
  • Carboidrato rápido, sempre. Glicose em gel ou tablete é o mais prático.
  • Insulina e agulhas protegidas de pancada e de calor.
  • Uma forma de você ser identificado se não conseguir falar.
  • Cópia da receita e os telefones de contato.

O essencial que cabe em qualquer bolsa

1. Carboidrato de absorção rápida

O item número um. Glicose em gel ou em tablete é a melhor opção porque não derrete, não vaza e não passa da validade tão rápido. Sachê de açúcar e uma caixinha de suco integral servem bem.

Confira de tempos em tempos: todo mundo já descobriu numa hipoglicemia que o gel da bolsa venceu há oito meses.

2. Insulina e material de aplicação

Se você aplica fora de casa, o kit precisa de caneta, agulhas e um local seguro para ambos. Caneta solta no fundo da bolsa amassa, entorta a agulha e quebra o mostrador.

3. Medidor ou leitor

Glicosímetro com tiras e lancetas, ou o leitor do sensor se você usa um. Se você mede pelo celular, lembre que celular sem bateria é um medidor que não funciona: um carregador portátil vira item de saúde.

4. Identificação de emergência

O item mais esquecido e o mais importante quando a coisa aperta. Se você desmaiar na rua, quem chega primeiro não sabe que você tem diabetes, não sabe o seu tipo sanguíneo e não sabe para quem ligar.

Funciona qualquer coisa que fale por você sem depender de você: pulseira gravada, cartão na carteira, chaveiro com os seus dados.

5. Documentos e contatos

  • Foto da receita no celular, e uma cópia em papel na carteira
  • Telefone de dois contatos de emergência
  • Nome e telefone do seu médico
  • Lista dos medicamentos que você usa, com as doses

Papel importa: numa emergência, o celular pode estar bloqueado, quebrado ou sem bateria.

O kit por situação

Dia comum de trabalho: carboidrato rápido, medidor, identificação. Se você aplica no almoço, some caneta e agulhas.

Academia ou corrida: carboidrato rápido em dobro e identificação. Exercício é o cenário clássico de hipoglicemia, e é justamente quando você está sem carteira e sem documento.

Viagem de um dia: tudo acima mais insulina em case protegido, e um pouco mais de material do que a conta pede.

Viagem longa ou avião: dobre a quantidade de insulina e de agulhas, divida entre duas bolsas diferentes e leve a receita. Insulina vai sempre na bagagem de mão.

Onde o kit falha na prática

Três motivos, sempre os mesmos:

  1. Ficou em casa. Um kit em cima da cômoda é um kit inexistente. Deixe uma versão mínima na bolsa que você usa todo dia e não tire mais de lá.
  2. Venceu. Marque no celular um lembrete a cada três meses só para conferir validades.
  3. Ninguém sabe que ele existe. Diga a quem convive com você onde está o carboidrato rápido. Numa hipoglicemia moderada, você não vai estar em condições de explicar.

Perguntas frequentes

O que levar na bolsa de quem tem diabetes tipo 1?

Carboidrato de absorção rápida, medidor ou leitor, insulina e agulhas em case protegido, identificação de emergência e uma cópia da receita com os telefones de contato.

Posso levar insulina no avião?

Sim, e deve ir na bagagem de mão, nunca despachada. Leve a receita ou o relatório médico para apresentar na inspeção se for solicitado.

Qual é o melhor carboidrato para o kit?

Glicose em gel ou em tablete, porque não derretem, não vazam e têm a dose de carboidrato marcada na embalagem. Suco de caixinha também funciona bem.

Preciso de identificação de emergência mesmo usando sensor?

Sim. O sensor mostra a sua glicemia, mas não informa a quem te socorre o seu tipo sanguíneo, suas alergias, seus medicamentos e o telefone da sua família.

Conteúdo informativo produzido pela equipe da Minha Vida Nada Diabético, que convive com diabetes tipo 1. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento. Converse sempre com o seu médico ou a sua equipe de saúde antes de mudar qualquer conduta.

Do texto para a prática

Quem escreve também fabrica.

Cada guia daqui nasceu de um perrengue que a gente resolveu com uma peça na oficina. As soluções estão na loja.